sábado, 17 de setembro de 2011

A Morte

O texto a seguir fala um pouco sobre a morte, mais especificamente sobre a dúvida da morte, quem se interessar sobre meus pensamentos leia e me diz oque achou.

O que acontecerá quando eu morrer? O que acontecerá comigo quando eu morrer? A primeira pergunta é muito simples de ser respondida, quando eu morrer meu coração parará de bater, nada em meu corpo funcionará mais, minha família e amigos íntimos se reunirão em minha volta, alguns chorando, outros sérios, outros consolando outras pessoas, mas enquanto tudo isso acontece às outras pessoas que não me conhecem não irão sentir nada, aliás, talvez nem saibam do que aconteceu, simplesmente tudo continuará como sempre foi e depois de um tempo até as pessoas que choravam a minha volta voltarão a sua antiga vida sem mim. Mas a segunda pergunta é mais desafiadora, talvez nunca cheguemos a uma resposta definitiva antes do derradeiro “fim”.
Muitas pessoas têm hipóteses sobre isso, muitas pessoas acreditam no paraíso e no inferno, outras acreditam que não existe o inferno, algumas já falam sobre a inexistência de um paraíso, muitas outras pessoas acreditam na reencarnação, mas o que será que realmente acontece?
Muitas pessoas me criticam quando eu falo que não tenho uma religião, mas o que é uma religião se não uma forma de fugir da dúvida depositando toda sua fé no que outras pessoas pensaram por você? Talvez eu esteja errado, mas todas as religiões dizem a mesma coisa em relação às suas ações, sempre se preocupando com a ética, não importando o que seja a ética, sempre se tem uma espécie de código ético, por exemplo, para os cristãos os 10 mandamentos mostram exatamente o que eu digo. Desde os primórdios é utilizada a fé do homem para se dizer o que se pode e o que não se pode fazer.
Sendo então as religiões uma forma de passar uma ética de forma a ser seguida, muitas vezes utilizando o medo das pessoas, não seria correto que não importa a sua religião se você agir conforme lhe foi dito você irá para o paraíso ou seja lá o que aconteça de bom com você após a morte? Então sendo assim não é necessário pensar sobre a morte e sim sobre a vida, a chave estaria no como agir, o que fazer, sempre tentando fazer o bem, então não importa que religião esteja correta você estará salvo.
Mas até agora foi dito apenas em relação às religiões, mas e os filósofos, o que pensam sobre isso? Existem aqueles que dizem que após a sua morte você continuará fazendo parte do mundo, mas de outra forma, seus átomos serão espalhados e sua carne servirá de alimento para as plantas, Epicuro disse que a morte nada de mal trará a pessoa que morre, afinal “quando existimos a morte não existe, e quando a morte existe, não existimos mais”.
Para muitas pessoas provavelmente este ultimo pensamento será o mais aceito, mas eu penso comigo mesmo, se eu morrer e não existir mais, por que eu vivi? Por que eu sofri? Por que eu lutei? Por que eu ganhei? Por que eu me importei? Eu não consigo aceitar as teorias das religiões, mas eu simplesmente não quero aceitar o fim de minha existência, talvez por isso eu me sinta tão triste, talvez por isso eu sofra mais do que deveria, talvez eu não devesse pensar nisso, talvez eu esteja errado e tudo o que escrevi não passa de besteira, mas provavelmente eu nunca saberei até morrer.
Uma esperança me veio com uma ciência nova, a noética, conheci esta ciência quando lia o livro “O Símbolo Perdido” de Dan Brown, que estuda os mistérios da consciência, poderes psíquicos, vida após a morte, projeção astral, talvez isso não seja tão tolo quanto eu pensei, esta ciência busca até mesmo provar a existência da alma, tudo em uma metodologia cientifica.

Bom, como deve ter sido notado esse post é basicamente um desabafo, uma demonstração de toda minha angústia sobre essa dúvida. Quem se interessou e leu até o fim, obrigado e por favor, comenta ai!

"O Mal" - Santo Agostinho

No texto a seguir procuro mostrar a minha visão sobre o pensamento do chamado Santo Agostinho em relação ao Mal e a sua origem.


Por que Deus nos deu o livre-arbítrio? De acordo com Santo Agostinho, tal dádiva foi dada porque sem ela não poderíamos escolher fazer o bem. Ele ainda diz mais, diz que o livre-arbítrio foi dado com a intenção de que fizéssemos o bem, escolhendo agir da maneira correta.

No diálogo de Agostinho com Evódio dar-se a entender que Deus criou tudo o que é bom, sendo assim nós nascemos para ser bom, por isso o livre-arbítrio foi dado para que escolhêssemos agir da maneira correta. O justo é bom, logo Deus deve fazer justiça punindo os maus e recompensando os bons. Mas então teria Deus criado o homem com livre-arbítrio para que pudesse puni-lo em caso deste não escolher o bem? Ao menos é isso que esse texto mostra claramente em uma das falas de Agostinho.

Agostinho prega que o mal nada mais é do que uma privação do bem. De acordo com ele o homem causa o mal ao se voltar para a criação, ou seja, as coisas imperfeitas, mas ele fala não saber o motivo do homem se voltar para a criação ao invés de se voltar para o Deus, que é perfeito.

Um segundo ponto que não me agrada sobre Agostinho é a cegueira pela fé, ele se limita a buscar respostas somente dentro da sua religião, ou seja, todas as respostas encontradas por ele acabavam se prejudicando por si só. Ele dizia coisas que só faziam sentido por conta do que já era pregado em sua religião, todos os cristãos creem que Deus julga nossas ações, então Agostinho diz que o livre-arbítrio dado por Deus é para que Deus possa julgar nossas ações, isso me parece meio que, “vamos criar uma solução para um problema que não deveria existir, então vamos criar o problema junto!”. Assim também acreditam os cristãos que Deus criou tudo, e dizem que por Deus ser totalmente bom não poderia criar nada que não fosse bom, logo se pode afirmar que Deus criou tudo o que é bom, novamente vem Agostinho e diz que o mal é a ausência do bem, já que antes de Deus criar tudo nada existia, por tanto o mal não pode existir.

A meu ver tudo isso não passa de uma tentativa de Agostinho de explicar as coisas ditas por sua religião, adotada por ele na tentativa de resolver as questões que dentro dele não queriam calar. Não digo que Agostinho estava errado, mas digo que ao contrario do que se vê hoje, não se deve simplesmente aceitar o que é dito de forma que ao ser questionado sobre algo tentar explicar levando em conta simplesmente o que lhe foi dito anteriormente antes de tentar confirmar se o que foi dito é certo, ao menos em sua concepção.

Então minha conclusão sobre os pensamentos de Aurélio Agostinho é de que ele simplesmente procurou algo que satisfaça sua busca pela origem do mal e ao encontrar se satisfez em conseguir respostas a problemas impostos por essa suposta solução e sem total sucesso.

Lembrando que esse texto nada mais é do que o fruto de minha interpretação sobre o que li e discuti sobre este presonagem tão importante da filosofia. Como já foi dito por mim no texto eu sou contra que aceitem o que lhe é dito como verdade absoluta sem antes ao menos uma reflexão sobre o mesmo, por tanto pensem caros leitores, pensem, e nunca se esqueçam EU NÃO SEI TUDO!
Obrigado por ler!