Por que Deus nos deu o livre-arbítrio? De acordo com Santo Agostinho, tal dádiva foi dada porque sem ela não poderíamos escolher fazer o bem. Ele ainda diz mais, diz que o livre-arbítrio foi dado com a intenção de que fizéssemos o bem, escolhendo agir da maneira correta. No diálogo de Agostinho com Evódio dar-se a entender que Deus criou tudo o que é bom, sendo assim nós nascemos para ser bom, por isso o livre-arbítrio foi dado para que escolhêssemos agir da maneira correta. O justo é bom, logo Deus deve fazer justiça punindo os maus e recompensando os bons. Mas então teria Deus criado o homem com livre-arbítrio para que pudesse puni-lo em caso deste não escolher o bem? Ao menos é isso que esse texto mostra claramente em uma das falas de Agostinho.
Agostinho prega que o mal nada mais é do que uma privação do bem. De acordo com ele o homem causa o mal ao se voltar para a criação, ou seja, as coisas imperfeitas, mas ele fala não saber o motivo do homem se voltar para a criação ao invés de se voltar para o Deus, que é perfeito.
Um segundo ponto que não me agrada sobre Agostinho é a cegueira pela fé, ele se limita a buscar respostas somente dentro da sua religião, ou seja, todas as respostas encontradas por ele acabavam se prejudicando por si só. Ele dizia coisas que só faziam sentido por conta do que já era pregado em sua religião, todos os cristãos creem que Deus julga nossas ações, então Agostinho diz que o livre-arbítrio dado por Deus é para que Deus possa julgar nossas ações, isso me parece meio que, “vamos criar uma solução para um problema que não deveria existir, então vamos criar o problema junto!”. Assim também acreditam os cristãos que Deus criou tudo, e dizem que por Deus ser totalmente bom não poderia criar nada que não fosse bom, logo se pode afirmar que Deus criou tudo o que é bom, novamente vem Agostinho e diz que o mal é a ausência do bem, já que antes de Deus criar tudo nada existia, por tanto o mal não pode existir.
A meu ver tudo isso não passa de uma tentativa de Agostinho de explicar as coisas ditas por sua religião, adotada por ele na tentativa de resolver as questões que dentro dele não queriam calar. Não digo que Agostinho estava errado, mas digo que ao contrario do que se vê hoje, não se deve simplesmente aceitar o que é dito de forma que ao ser questionado sobre algo tentar explicar levando em conta simplesmente o que lhe foi dito anteriormente antes de tentar confirmar se o que foi dito é certo, ao menos em sua concepção.
Então minha conclusão sobre os pensamentos de Aurélio Agostinho é de que ele simplesmente procurou algo que satisfaça sua busca pela origem do mal e ao encontrar se satisfez em conseguir respostas a problemas impostos por essa suposta solução e sem total sucesso.
Lembrando que esse texto nada mais é do que o fruto de minha interpretação sobre o que li e discuti sobre este presonagem tão importante da filosofia. Como já foi dito por mim no texto eu sou contra que aceitem o que lhe é dito como verdade absoluta sem antes ao menos uma reflexão sobre o mesmo, por tanto pensem caros leitores, pensem, e nunca se esqueçam EU NÃO SEI TUDO!
Obrigado por ler!
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